
Conheci o mundo das drogas me deparei com a triste realidade de ter um filho envolvido com drogas. Gostaria, no entanto, de rebater alguns clichês que sempre ouvi em palestras ou até mesmo cursos de treinamento contra as drogas, sou professora. Um desses clichês é que se envolvem com drogas jovens cuja família é desestruturada em nossa família sempre nos pautamos pelos princípios religiosos, pelo respeito mútuo, e meu filho entrou nesse mundo; outro é com relação às ações e reações do usuário de drogas, meu filho não se enquadra em nenhum desses estereótipos de agressividade, furtos, ou quaisquer outros dos quais em toda palestra se fala.
Gostaria de alertar aos pais e mães que acessam este blogger quanto ao nosso despreparo para lidar com a situação das drogas na nossa família e dizer a eles que não tenham medo de se informar e vigiar seus filhos, ficando atentos a cada detalhe, cada companhia, cada festa, show, acampamento, escola, até às músicas que seus filhos escutam. Isto pode salvar a vida do seu filho, da sua família, porque esta é uma doença da família, o sofrimento é de todos. Meu filho foi traído pela auto-suficiência, por se achar imune, por pensar, como aliás todo adolescente, que nada de ruim poderia acontecer com ele. Portanto, jovens, antes de pensarem em experimentar, por curiosidade, as drogas pensem que vocês são vulneráveis, que podem se machucar e machucar, seriamente, sua família, seus amigos, todos aqueles que lhe querem bem.
Desculpem se escrevi demais, mas acho que este meu depoimento pode ajudar outras pessoas a não passarem pelo que eu, meu marido, minhas filhas e genro estamos passando.
Obrigada
Maria do Amparo G. F. Chaves
Brasília - DF - Brasil
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